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19 jul

Exigências de mercado vão selecionar pecuaristas brasileiros

Os países importadores de alimentos têm se tornado cada vez mais exigentes. Essa foi uma das informações destacadas na palestra proferida pelo diretor Departamento de Saúde Animal do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Jamil Gomes, no último dia 14 de julho, na 36ª Expobel, no município em Bela Vista (MS). “O consumo de carne em países desenvolvidos não vão aumentar, e se enganam os pecuaristas que acreditam que os países em desenvolvimento não exigirão ainda mais qualidade da carne bovina a ser consumida por eles”, destacou o especialista.

Conforme o diretor o consumo de carne bovina pela China, por exemplo, ainda tem muito a crescer. Hoje, o consumo per capita brasileiro de carne bovina é de 37,2 quilos por ano, enquanto que o chinês é de 5,6 quilos. “A preocupação com a qualidade dos alimentos consumidos vão muito além da sanidade”, destaca Jamil. Para ele, o produtor que tiver um produto diferenciado vai conseguir se destacar no mercado.

O diretor técnico da Aval, empresa especializada em serviços tecnológicos, Fabiano Araújo, concorda com o diretor do MAPA. Araújo alerta que algumas empresas frigoríficas já estão bonificando pecuaristas atentos às especificações e exigências do mercado internacional. “Um frigorífico já está pagando a mais alguns pecuaristas por seus animais, valorizando características de carcaças”, frisa.

O programa bonifica bovinos que tenham qualidades de peso, acabamento, musculosidade, maternidade, contusão, frete, horário de chegada e homogeneidade. “Ainda é uma minoria de pecuaristas que consegue produzir um produto com a qualidade exigida por esse mercado”, avalia o diretor.

Para o veterinário e técnico, Argeu Silveira, a seleção genética é a única forma de obter o resultado exigido por esse mercado. “Os frigoríficos, inclusive os brasileiros, querem cobertura de gordura ideal”, destaca. Argeu trabalha para o grupo Genética Aditiva de Helio Coelho & Filhos que faz seleção genética com seu rebanho há pelo menos 20 anos.

Geraldo Paiva, diretor técnico da Genética Aditiva, afirma que a indústria frigorífica já vinha “punindo” alguns pecuaristas que não tem produto com essa diferenciação de carcaça. “Fazemos um alto investimento, inclusive fazendo ultrassonagrafia em nossos animais para saber aqueles que atendem as exigências de qualidade do grupo”, explicou o diretor.

O médico-veterinário alertou ainda que devido o grande número de oferta de animais não avaliados geneticamente, a qualidade de alguns animais nas propriedades pode ficar comprometida. “Hoje o pecuarista pode buscar animais já prontos, com as características que ele precisa para o seu negócio”, aponta.

Fabiane Sato

Sato Comunicação