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15 jun

Genética Aditiva comemora sucesso do do 4º Leilão Gir e Girolando Genética Aditiva e do 15º Dia de Campo

Eduardo Coelho, diretor da Genética Aditiva. Eduardo Coelho, diretor da Genética Aditiva.

80 animais registrados, com alto padrão genético, entre girolandas 1/2 sangue prenhas de embrião e paridas, fêmeas e touros Gir Leiteiro, vendidos ao preço médio de R$ 8.383,00, para oito clientes de quatro estados, o que representa cerca de 40,22% de crescimento da média do ano anterior. Esses foram os resultados obtidos pela Genética Aditiva, empresa de melhoramento genético localizada em Campo Grande (MS), em seu 4º Leilão Gir e Girolando, realizado no dia 11 de junho.

O leilão fechou um fim de semana de atividades promovidas pela empresa que, no dia 9, realizou o seu 15º Dia de Campo, na Fazenda Canaã, em Terenos (MS), reunindo um público de cerca de 320 participantes. Além das palestras e dos debates, a programação do evento incluiu uma mostra com animais de produção da Genética Aditiva: touros da safra 2016, mães de touros, superprecoces prenhas e primíparas.

“Estamos muito felizes. Foi um momento fantástico para a troca de experiências, entre criadores de gado comercial e melhoristas de estados como Acre, Sergipe, Pará, Alagoas, São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. E foi o primeiro Dia de Campo em que mostramos os touros que vão ser vendidos no Mega Leilão Genética Aditiva e Convidados, que será realizado no dia 4 de agosto”, conta Eduardo Coelho, diretor da empresa, que abriu o evento. Segundo ele, a mostra de animais foi possível após uma redistribuição do rebanho da empresa que, depois de investimentos em infraestrutura, passou a concentrar o gado, que ficava na Fazenda Remanso, em Rio Brilhante (MS), nas fazendas Canaã, em Terenos (MS), local do evento, e Relva, em Aquidauana (MS).

“É o resultado de um trabalho de 30 anos, idealizado pelo meu pai, o Dr. Hélio Coelho, de investimentos em genética em criação a pasto para obter um gado Nelore de alto valor genético. No mês passado, recebemos uma delegação da Argentina e o pessoal ficou muito impressionado com o trabalho que o Brasil está fazendo com a raça. Eles avisaram que vão começar a usar o Nelore no cruzamento com o Angus para fazer o Brangus. E temos a satisfação de estar participando ativamente desse processo”, afirma.

Dia de Palestras

O que determina o lucro no sistema de cria  foi o tema da apresentação do Dr. Mario Alves Garcia, da Exagro, empresa de consultoria pecuária. “Com base em nosso banco de dados, com mais de 1.500 resultados de fazendas, falei sobre formas de metodologia de gestão e de tomada de decisão para melhorar os resultados da cria e atenuar os impactos em momentos ruins de mercado, para a cria não ter desvantagens em relação à recria e à engorda”, disse. E deixou uma dica para rentabilizar os negócios: assumir a rédea da gestão, com números financeiros e zootécnicos nas mãos e simulações de resultados, para a tomada mais segura de decisão.

Na sequência, Roberta Gestal Siqueira, da Melhora + Consultoria Genética, apresentou o tema Antecipando um futuro de lucratividade. “O Dr. Hélio acreditou e fomentou na sua equipe a importância da coleta de dados, da identificação dos animais, de medir, mensurar e quantificar, extraindo conhecimento dessas informações para selecionar e multiplicar esse material genético diferenciado, fundamentado em resultados econômicos”, explicou. “Era mito falar que uma fêmea entraria em reprodução com 12,7  meses como eu apresentei aqui, que um animal Nelore poderia colocar mais 2% de rendimento ou ter um acabamento de gordura, como eu mostrei no gráfico, 970% acima da média. E os resultados que apresentei da era genômica entrando no rebanho: uma população de mil e setecentos animais genotipados. Acreditamos na tecnologia para enfrentar os desafios que o cenário mundial vem nos trazendo para a produção de alimentos”, salientou.

Fechando o ciclo de palestras, Rodrigo Spengler, da BeefTec, falou sobre A força do material genético no resultado econômico da terminação. “Mostramos dados de confinamento, em que foram acompanhados bezerros do nascimento até o abate, e que chegamos a ter 19 kg de carcaça entre o melhor e o pior touro, todos de central. Isso mostra que há um gap muito grande para melhoria dentro da raça Nelore. Em testes de campo, também mostramos um resumo de 32 lotes de um dos nossos clientes, em que chegamos a ter R$ 232 de diferença entre o melhor e o pior resultado, variando, principalmente, em função da genética”, observou.

Presente ao evento, Cláudio Zotesso, da Fazenda São Judas Tadeu (MS), elogiou o alto nível das palestras e os temas variados, dentre eles a terminação. “Não adianta falarmos de melhoramento genético sem pensarmos em toda a cadeia. A consistência do trabalho da Genética Aditiva pode ser vista pelos touros que estão em todas as principais centrais do País”, atestou.

O pecuarista Aldo Teló, pai do cantor Michel Teló, foi ao Dia de Campo em busca de novos conhecimentos e para rever os amigos. “Conhecemos o trabalho e temos algumas parcerias de sucesso com a empresa”, disse ele, que tem propriedades em Campo Grande e no Pantanal.

A busca por aprendizado e as novidades do setor também foram os motivos que levaram Marcelo Cordeiro, da Varella Agropecuária (AL), ao evento. “É importante ver as coisas novas que estão acontecendo na pecuária, em seleção, em animal avaliado, e não tem lugar melhor para aprender do que aqui. Há oito anos, temos usado a genética da empresa no nosso rebanho com resultados excepcionais”, ressalta.

“A Genética Aditiva vende um conceito de material genético e de precocidade. Ouvimos, no Dia de Campo, pecuaristas contando o que esses touros colocam na genética, no desempenho, falando de precocidade, habilidade maternal. Andando pelo País, vemos que quem é produtor de touro tem essa genética na sua propriedade porque, realmente, faz a diferença”, contou o leiloeiro rural Adriano Idival.

“Foi um evento maravilhoso, que reuniu um público excepcional. A cada ano, a Genética Aditiva vem se firmando como referência maior no melhoramento da raça Nelore graças ao trabalho consistente de 30 anos, sempre fiel aos seus princípios. Estamos vendo no campo os resultados, na precocidade dos animais, nos touros, nas fêmeas extraordinárias emprenhando com 12 meses conforme apresentado nas palestras”, destacou Cynthia Todeschini Vieira Tannous, gerente comercial da empresa. “Nesse ano, nós contamos 16 touros nas centrais, o que é um número muito grande. No total, são mais de 45 touros e esse resultado é sentido no bolso do produtor”, concluiu.

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